FIGAM protocola reconhecimento no Ministério do Esporte e dá passo histórico para o Gekiken

Um marco inédito para as artes marciais no Brasil. A Federação Internacional de Gekiken e Artes Marciais (FIGAM) protocolou oficialmente no Ministério do Esporte o pedido de reconhecimento como entidade nacional responsável pela modalidade de Gekiken Kobujutsu. O processo recebeu o número de protocolo 98531948, garantindo entrada formal e análise pela área técnica do órgão.

O Gekiken é uma prática de combate com espadas de madeira que antecede a formação do Kendo e, até hoje, não possui nenhuma entidade reconhecida oficialmente em nenhum país do mundo. Com sede em Caxias do Sul, a FIGAM estruturou-se nos últimos anos para preencher esse vazio, reunindo praticantes, formando instrutores e organizando a modalidade de forma sistemática.

Hoje a instituição conta com presença em oito estados brasileiros, reconhecimento institucional no Chile, México e em Angola, além de ter projetos aprovados anteriormente no próprio Ministério do Esporte. Suas marcas e denominações estão protegidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e seu estatuto encontra-se registrado em cartório.

Mesmo com os sistemas eletrônicos temporariamente restritos em razão do período eleitoral, a solicitação foi encaminhada com sucesso pelos canais oficiais de atendimento do governo federal. O número de protocolo recebido garante a data de entrada do pedido e assegura sua posição na fila de análise, sem prejuízo dos trâmites seguintes.

A documentação completa será encaminhada nos próximos dias pelo endereço eletrônico que será indicado pelo setor responsável. A partir daí, tem início a etapa de análise técnica, que poderá determinar o reconhecimento da FIGAM como entidade nacional de administração da modalidade — tornando o Brasil o primeiro país do mundo a reconhecer oficialmente o Gekiken.

Para o presidente da FIGAM, Rodrigo dos Santos, o protocolo representa mais do que uma conquista institucional: é o reconhecimento de uma prática que vinha sendo preservada de forma independente. “Não estamos criando algo novo, estamos restaurando uma tradição que ficou sem referência. O Gekiken não pertence a ninguém, mas precisa de uma casa. A FIGAM quer ser essa casa”, afirma.

A instituição manterá a comunidade informada sobre cada etapa do processo, com atualizações sobre a tramitação e os próximos passos.

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